Sábado, 07.08.10

A - Palavras que contam -  Pep Bruno – em castelhano

Pretende-se com esta oficina dar uma base teórica e um amplo leque de propostas e recursos para trabalhar animação à leitura e a promoção do livro , na aula, na biblioteca e outros espaços.

Parece indiscutível que ler é um passo prévio e necessário para a aquisição de conhecimentos, mas também para o crescimento pessoal, para o desenvolvimento das capacidades e da atitudes nas crianças. 

Sem leitura não existe aprendizagem. Porém ler é também uma porta aberta a outros mundos, a outras vidas, uma fonte de prazer e de disfrute. Ler faz-nos mais livres.

Conteúdos : a necessidade de ler ? | a animação à leitura : atitudes, centros de interesse, livros, histórias, tradição oral ,folclore  | Os livros | Algumas propostas: livros que dão pistas | Outras propostas: pequenos e grandes jogos com liovros | Ócio e outros espaços alternativos | Algumas grandes actividades de animação à leitura | A todas as horas | Oficinas | Contar contos

 

B – Poesia com Papel  –  Gémeo Luís

O que será que o Gémeo Luís vai fazer com uma fotocopiadora, clips, fita cola, colas, papel A3 e A4, sacos de plástico do lixo pretos, tesouras, x-actos, lápis, marcadores pretos grossos , cartões grossos para servirem de base aos trabalhos a recortar....  é um mistério, mas ... se olhar com  atenção para o seu trabalho como ilustrador talvez seja fácil de perceber. A verdade é que quiser saber, vai mesmo ter de se inscrever .

 

C - Leituras de corpo inteiro – Letícia Liesenfeld

Que elementos expressivos podem apoiar o acto da leitura em voz alta?

Partimos desta questão para propor a criação de uma "leitura em relevo", onde o corpo, a voz, e a relação com o espaço e com os objectos participam como materiais expressivos integrados na estruturação do acto da leitura.

Exercícios que desenvolvem o movimento do corpo e a manipulação e relação com o livro, serão a base deste trabalho. Arriscaremos em conjunto ao longo do ateliê, a criação de pequenas composições apoiadas nos materiais expressivos encontrados.

Utilizaremos neste trabalho três livros que, pelas suas características temáticas, narrativas, e plásticas, são dirigidos a públicos de faixas etárias diferenciadas. E desta forma nos permitem explorar a lenga - lenga de A Mosca Fosca, o diálogo de Um segredo mal guardado e a palavra poética de O Gato e o Escuro.

 

D – Festa da Palavra : criação poética e jogos orais Alexis Pimienta – em castelhano

Experiência poética que tem  como objectivo  fundamental,  incentivar os hábitos de leitura através de jogos orais e mnemotécnicos, improvisações, adivinhas, contos, piadas  e outros recursos  lúdico-recreativos. Nestas  seis horas conjugar-se-á o lúdico, o poético e o didáctico.

Utilizando uma metodología activa e participada, baseada em exercícios e jogos com rimas, versos e estrofes, o poeta desperta  no grupo o seu potencial criativo.  De forma lúdica potencia-se a concentração, a memória, o dominio lexical e sintáctico, desenvolve-se e enriquece-se o vocabulario , potencia-se o carácter competitivo.  Hoje em muitos lugares começa a utilizar-se a oralidade como recurso pedagógico, está  na hora de voltar  aos  exercícios mnemotécnicos, ao ritmo, ao jogo da memória, suportados nos cantos folclóricos e nas formas tradicionais do saber.

Tópicos : Segue a rima | Segue a rima em cadeia | Frases e métricas | Completa a quadra | Completa a quintilha e a décima  | Memorização de estrofes

 

E –  Reservado o direito de leitura | Oficina sobre a dinamização dos clubes de leitura presenciais e 2.0. – Piratas de Alejandria – em Castelhano.

Há clubes para tudo: de  futebol e de futebolistas, de golfe e de golfistas, de países emergentes e imergentes,  etc.  Porém de todas estas panóplias de possibilidades, vamos escolher uma, a reunião mais selecta: a dos clubes de leitura. Um grupo de cidadãos, entre os 8 e os 100 anos que decidem dedicar o seu tempo ao exercício mais etéreo, fantástico e complexo, de todos os que foram inventados pelo ser humano: viajar através de um livro .

  

F - Imaginário Tradicional – o livre curso das estórias? – Maria Teresa Meireles

Sobre contos, lendas, rimances, rimas, adágios, provérbios, adivinhas e demais rios que correm para o mesmo mar: o Imaginário Tradicional.

Que imagens percorrem esses textos de tradição oral? Que constantes, que elos, sequências, imagens e contextos nos envolvem e nos devolvem aquilo a que chamamos Imaginário Tradicional?

Pequeno curso livre sobre o Imaginário Tradicional.

 

G - Palavras de água e vento – Emília Traça

De que falamos nós, quando falamos de poesia? A memória da poesia está nossos genes? A poesia está na moda? A poesia está na rua? Que laços unem a poesia à música à pintura e à dança? O que é a poesia oral? E Poesia de Autor? A poesia Oral é fonte de criação? Poesia rima com utopia, magia… e com pedagogia? Existe uma poesia para crianças? Qual o papel da poesia na Educação? As Palavras  podem ser brinquedos?

Nesta oficina iremos procurar algumas respostas e formular outras tantas inquietas perguntas.

 

H – Inventário de Vozes Cristina Verbena - em castelhano.

Esta oficina visa fomentar a criatividade vocal através de propostas de jogos de grupo e individuais.

“ LA VOZ QUE JUEGA A ENCONTRARSE CON OTRAS VOCES, QUE BAILA EL AIRE Y DIBUJA GESTOS, FORMAS NUEVAS.

LA VOZ ASOCIADA AL CUERPO Y AL MOVIMIENTO.¿QUÉ CUENTA MI VOZ? PAISAJES SONOROS CREADOS EN GRUPO, LENGUAJES INVENTADOS Y TRABAJO CON CANCIONES TRADICIONALES

Esta oficina inclui uma parte de exercícios de relaxamento e aquecimento vocais de forma a que a experimentação não coloque em risco a saúde vocal dos participantes.

  

I – A arte de ser leitor – Zé Fanha

-  “E Deus disse faça-se Luz…” O mundo foi feito pela palavra?

Apontamentos para uma História da renitência à leitura em Portugal.

Ler é  perigoso? A leitura como divergência.

Leitura e emancipação: para uma história da partilha da leitura.

Edição e formação de comunidade interpretativas informais.

-  Construir uma  sociedade da informação e do conhecimento.

Os equívocos do uso da net.

De que  é que falamos quando falamos de leitura?

Ler fácil, ler difícil. Oralidade e sentido.

Leitura e tradução. Leitura e viagem.

Ler e escrever.

 

J – Habitar el Sonido  -  Rodolfo  de Castro – em Castellano

A busca de sentido das palavras| Como tratar um texto para extrair-lhe a voz | Um pouco de história | Uma proposta de analise e construção de um espectáculo | O corpo a palavra, a cena e o público | As quatro dimensões da narração: espaço, tempo, profundidade e intuição. Uma proposta que vai da cabeça ao corpo e à intuição. As palavras dizem como querem ser ditas | O corpo diz como quer ser dito | O público diz como quer escutar | 

 

L - Quem tem medo do Lobo Mau ? – Maurício Correa Leite

Uma oficina que fala sobre lobos? Sobre maus? Sobre lobos maus?

(1) “… ninguém conhece a história verdadeira, porque ninguém jamais escutou o meu lado da história.” (2) “… Rip Van Winkle, sentiu um vago arrepio de medo. Espiou ansioso na direcção de onde viera o chamado…”  de susto em susto, de história em história, abrem-se 15  livros onde  lobos,  fantasmas,  anões, feiticeiras e bruxas criam o medo e o espanto. A análise do texto e da ilustração, levará ao diálogo entre ambos e a uma abordagem artística integrada, onde se cruzam múltiplas linguagens. Chegaremos à produção de novos e misteriosos textos, à  identificação  de critérios fundamentais para a selecção de acervo e à descoberta de como trabalhar o livro na escola, em casa e na biblioteca, tendo sempre em perspectiva a formação continuada do leitor.

1 - A verdadeira história dos três porquinhos! Jon Scieszka |Lane Smith.

2  -  Rip Van Winkle, de Washington Irving, ilustrado por John Howe.

 

 

 

 


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Quinta-feira, 22.07.10

Sopraram-me ao ouvido que havia em Paris um narrador de Babel 

chamado Nicolás Buenaventura.

Contaram-me que era um homem descalço e livre

que caminhava pelo mundo contando.

Contava como quem respira.

Por isso era tão especial o seu contar. 

Sopraram-me ao ouvido que era colombiano

e havia contado na terra dos Griots

e também em prisões, favelas, teatros,

que fazia cinema e apesar disso,

continuava a contar descalço como quem respira.

Sopraram-me ao ouvido

que também escrevia sobre “ a memória e o esquecimento “

e quis conhecê-lo para que me dissesse

se contamos para esquecer ou se contamos para lembrar.

Parti numa demanda virtual e perseguindo as palavras do Nicolá 

tornei-me sua cúmplice mesmo antes de o conhecer,

por causa dos contos que contava.

Como as demandas justas sempre são recompensadas

tenho cruzado o meu destino com o dele algumas vezes.

Recebê-lo na cidade dos contos 

é uma enorme felicidade . 

Cristina Taquelim


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