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10
Jan17

Escritos de Ana Cabral

por palavras andarilhas

Entendendo pouco, ou quase nada, da arte do(s) afecto(s) e do(s) olhare(s), que é a arte de contar histórias… ia povoando o imaginário dos meninos e das meninas que passavam pela Biblioteca Municipal de Pombal…

Estávamos em 1998 e, na minha mesa de trabalho, uma folha de papel chamava a minha atenção e, nela, o título “ESTAFETA DE CONTOS”… desafiava-me… provocatório… olhei-o e, numa primeira investida, deixei-me enamorar… Recebemos Torres Vedras e levámos o testemunho a Montemor-o-Velho… nasceram amizades… a Graça e o Craveiro…

Nem sequer desconfiava que esta passagem de testemunho era o caminho secreto para uma cidade encantada, com “PALAVRAS ANDARILHAS”… e nem tão pouco sabia que, no dia em que nela entrasse e provasse a sua poção mágica, não voltaria a deixar de procurar a sua direcção… Dentro de mim guardava apenas uma certeza escondida, a vontade de encontrar palavras e emoções.

A insegurança tomou forma de querer e a timidez escondeu-se no sorriso… o autocarro partiu …Beja, 1998.

E naquela cidade caiada de sol e de encanto, uma equipa de laboriosos arquitectos de sonhos... ia dando a provar o sabor das palavras... dos afectos transformando-nos em aprendizes de contar!

Aqueles 20 aprendizes do contar que provaram, naquele ano, o sabor das palavras andarilhas... desassossegaram... as cidades... os campos.... por onde iam passsando de regresso a casa e, no ano seguinte vieram de todo o país.

E daí para cá, quando na primeira vez houve um primeiro mês, a Biblioteca de Beja não mais deixou de receber mundos e mundos de andarilhos, que todos os anos vêm provar a entrega de todos os que aqui trabalham e sonham e acreditam que é preciso dar voz às palavras.

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